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Como eu queria voltar no tempo!
Concertar algum erro...
Queria mesmo é parar-lo
Eternizar alguns momentos
Congelar palavras que foram levadas ao vento
É como se eu quisesse atravessar o deserto
Carregando água em minhas mãos
Sabendo muito bem que tarde ou cedo
Ela vai escorres entre os meus dedos
A água vai cair no chão
A terra vai absolvê-la
Como o tempo absolve a RAZÃO
Ele que para uns é tão concreto
Para outros tão incerto
Que nos abraça e nos conforta
Tão longe e ao mesmo tempo tão perto
Dizendo em voz de violino
Que tudo vai dar certo
Tudo vai passar... Que a dor vai parar
Dê tempo ao tempo...
Deixa a vida rolar
Ele que transforma...
A vida em morte
O novo em velho
O começo em fim
O tudo em nada
Se perdendo dentro de mim
Que leva... Que traz
Pessoas, amigos, amores, inimigos
Que nem se quer olham pra traz
Como um navio que vai ao longe
Nem se quer olha pro cais
Sua vida, seu filme, sua historia
Tudo ao seu tempo
Seus desafios, suas quedas, sua gloria
Suas casas, quarto, seu templo
Uma sucessão de anos, dias e horas
Ele que transfigura
O passado... Em lembranças boas como figuras
O presente... Em ações que se assiste pessoalmente
O futuro... Em medo... De nada dar certo
Tempo este que faz com que o homem
Viva do passado ande cego no presente
E no destino... Tropece...
Tão julgador com você e comigo
Que nos pune severamente
“E só o acaso estende os braços
Pra quem procura um abrigo”
Tentei descrever uma coisa
Que é levada ao vento
São tantas palavras perdidas nas mentiras
São tantas coisas escritas no livro da vida
Que cheguei a uma única conclusão:
“QUANTO TEMPO EU LEVEI
PRA ENTENDER QUE NADA SEI...”
(Aline Mayara Cândido)