sábado, 10 de abril de 2010

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Como eu queria voltar no tempo!

Concertar algum erro...

Queria mesmo é parar-lo

Eternizar alguns momentos

Congelar palavras que foram levadas ao vento


É como se eu quisesse atravessar o deserto

Carregando água em minhas mãos

Sabendo muito bem que tarde ou cedo

Ela vai escorres entre os meus dedos


A água vai cair no chão

A terra vai absolvê-la

Como o tempo absolve a RAZÃO


Ele que para uns é tão concreto

Para outros tão incerto

Que nos abraça e nos conforta

Tão longe e ao mesmo tempo tão perto


Dizendo em voz de violino

Que tudo vai dar certo

Tudo vai passar... Que a dor vai parar

Dê tempo ao tempo...

Deixa a vida rolar


Ele que transforma...

A vida em morte

O novo em velho

O começo em fim

O tudo em nada

Se perdendo dentro de mim


Que leva... Que traz

Pessoas, amigos, amores, inimigos

Que nem se quer olham pra traz

Como um navio que vai ao longe

Nem se quer olha pro cais


Sua vida, seu filme, sua historia

Tudo ao seu tempo

Seus desafios, suas quedas, sua gloria

Suas casas, quarto, seu templo

Uma sucessão de anos, dias e horas


Ele que transfigura

O passado... Em lembranças boas como figuras

O presente... Em ações que se assiste pessoalmente

O futuro... Em medo... De nada dar certo


Tempo este que faz com que o homem

Viva do passado ande cego no presente

E no destino... Tropece...


Tão julgador com você e comigo

Que nos pune severamente

“E só o acaso estende os braços

Pra quem procura um abrigo”



Tentei descrever uma coisa

Que é levada ao vento

São tantas palavras perdidas nas mentiras

São tantas coisas escritas no livro da vida

Que cheguei a uma única conclusão:


“QUANTO TEMPO EU LEVEI

PRA ENTENDER QUE NADA SEI...”



(Aline Mayara Cândido)